Acabei de assistir a Como Nossos Pais. O desejo de ver o filme estava represado desde que, em um CineMaterna, estava distraída no início da sessão e, ao virar-me para a tela, vi a escola de meus filhos, enorme. Era o trailer deste filme. Não, esse não era o principal motivo da minha vontade de assistir, mas sim, que é um filme de Laís Bodanzky, uma das minhas diretoras preferidas, de quem já comentei outro filme (em 2010!) e acompanhei toda a filmografia. 

Assisti ao filme querendo gravar na mente as tantas cenas que me fizeram pensar, as que me emocionaram, aquelas com as quais me identifiquei e nas quais sorri. A fotografia é belíssima, te coloca dentro do filme, ao lado dos personagens, num jogo de foco e desfoco encantador.

Busquei na bolsa um papel e caneta para anotar os pensamentos, no escuro. Já que não tinha nenhum recurso, cheguei em casa e escrevi umas palavras. Ia comentar sobre o filme, mas aí, olhei para as palavras que listei e achei que ficou poético. Não sou crítica de cinema, minha intenção é apenas dividir minhas impressões. Acho que estas palavras soltas alcançam o objetivo, então, deixo assim.

sentir-se normal, identificar-se, perdoar-se
casamento depois dos filhos
relacionamentos familiares
crises pessoais, profissionais e tudo junto misturado
ter mãe, ser mãe
ter filhos, ser filha
a escola é um personagem
rotina
bodanzky
quase um filme argentino
narrativa simples, o cotidiano
filhos crescem e são para sempre
o all star azul
romance e realidade
são paulo
a hora de dormir
as disputas com outros egos
com o pai é diferente
entender-se, enxergar-se, envergonhar-se, reconhecer-se

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