Mudanças impostas

Antes da maternidade mantinha uma vida social ativa, trabalho com eventos, sempre estava fora de casa, visitando espaços, treinando elenco, montando festas. Depois que virei mãe, percebi que existiam pouquíssimas opções de lugares para ir com o bebê. Fiquei quase dois meses em casa e quase enlouqueci. Não é à toa que muitas mães têm depressão nesse período. Além da falta de opção, muitas pessoas nos criticam se saímos de casa com o bebê novinho. As pessoas esquecem que a gente também precisa viver e ser feliz, para passar essa mesma felicidade para a criança. Tudo, claro, com muita responsabilidade. A gente não gosta menos do filho por querer apresentar nossa rotina para ele… pelo contrário. Incorporar o bebê aos nossos passeios são a maior demonstração de amor e cumplicidade.

Quando vi uma reportagem sobre o CineMaterna guardei na memória e quando virei mamãe, fui saber onde estavam sendo as sessões. Li o site todo, que me deixou tranquila em todos os sentidos. Fiz meu marido (que é muito desconfiado e medroso com a nossa bebê) ler também, até que ele concordou em ir comigo.

Foi uma experiência maravilhosa! A minha filha ficou muito à vontade e eu me senti tranquila para fazer tudo, inclusive dar de mamar. Comprei hoje mesmo um canguru para ir às sessões sozinha com minha bebê.

Beijos,
Daniela

Pedi para a Daniela para reproduzir trechos de sua mensagem que ela nos enviou porque achei muito representativo daquilo que várias mães recentes passam: a angústia do isolamento
e da estranheza com a repentina mudança de vida. Às vezes penso que o ditado “ser mãe é padecer no paraíso” é quase uma punição imposta às mães recentes. Como se fosse necessário sofrer por si e pelo bebê para merecer ser mãe.

Claro que a vida muda depois da chegada de um bebê – e é por isso que algo tão trivial como ir ao cinema, nesta fase, passa a ser algo muuuuito diferente! rs