Snif…

No post abaixo, estou parecendo super-bem-resolvida com o primeiro lançamento no qual não estou indo. No fundo, não é bem assim.

Recebi ao longo da manhã duas fotos:

Alexandra e Gláucia despachando 80 quilos de bagagem (!)

Gláucia, Taís e Jonas no avião, indo para Fortaleza

Ai, foi duro constatar que não estou lá.

A decisão de não ir foi minha. Eu até poderia ir, estou de 34 semanas, seria minha última viagem de avião. Seria puxado, são três horas, minha circulação não está lá grandes coisas – apesar de eu não inchar, meus pés e mãos estão meio gordinhos. E o ritmo de lançamento é pauleira, um monte de mães, bebês, equipe, imprensa, arruma um negócio aqui e outro ali, tudo ao mesmo tempo. E adrenalina, expectativa em saber se as pessoas vêm, se vai dar tudo certo, se elas ficarão felizes.

A verdade é que decidi não ir quando percebi que meu marido estava preocupado com minhas viagens e manifestou isso na última que fiz, há duas semanas. Seu receio era que eu parisse em terra estranha. Estou bem tranquila que nada aconteceria, mas acho que algumas decisões devem ser tomadas em nome da tranquilidade do casal. Não tinha por que desafiá-lo. Claro que eu preferia que já fosse em uma semana em que eu definitivamente não pudesse viajar, proibida pela companhia aérea. Tão mais cômodo deixar para os outros a decisão!

Fico me perguntando se meu aperto no coração seria o mesmo se eu estivesse trabalhando em uma empresa e não no CineMaterna, com todo o significado que a iniciativa tem para mim. Tendo a achar que não. E também não acho que é um dilema de uma workaholic, que não consegue desligar do trabalho, apesar de eu ser uma, em vários momentos. Acho que é paixão mesmo. E como diz a definição, paixão é grande entusiasmo por alguma coisa; calor, emoção, vida. Mas também sentimento, gosto ou amor intensos a ponto de ofuscar a razão. O irracional não se explica, se sente. E sinto nas entranhas não só as alegrias, mas também os desapontamentos, que fazem parte da trajetória. E ainda tenho que ser racional a maior parte do tempo, pois afinal, é um negócio como qualquer outro. Apesar de eu achar que não, que é super-mega-especial! rs