Tico Pantufas

Depoimento de Camila Franjotti, da Tico Pantufas.

Meu nome é Camila. Sou uma legítima mocinha do interior e me orgulho muito disso. Nasci em Dracena que fica a aproximadamente 800 km de São Paulo, quase Mato Grasso Sul. Bisneta de imigrantes italianos, daqueles que vieram para o Brasil trabalhar nas lavouras de café, segunda filha do casal Rubens e Carolina. Não tenho foto de minha mãe grávida de mim nem do meu irmão. Já tive dúvidas sobre ser adotada, mas acho que não. O tamanho do nariz dispensa o exame de DNA.

Quando eu tinha 12 anos, mudamos para a cidade grande: Osasco, região de São Paulo. Mudou tudo e foi bem difícil a adaptação. Superamos e crescemos.

Me formei em psicologia. Foram anos sendo a ‘Camila do RH’. Me casei com o Leo depois de pouco mais de um ano de namoro. E uma pergunta me assombrava: será que vou passar a vida trabalhando em RH? Como boa aquariana, isso não me agradava.

Fiquei grávida, André nasceu e foi para a escolinha com quatro meses, de pantufas (fazia frio) e eu voltei ao trabalho. Tão fofo, tão tico, que na empresa era conhecido como Tico Pantufas.

A pergunta “será que vou passar a vida trabalhando em RH?” agora tinha uma resposta: “não quero”. Mas fiquei porque precisava ter outro plano para geração de renda.

Seis anos depois, veio o Lucas e a certeza de que após a gravidez eu deixaria o mundo corporativo.
Não porque não gostasse, mas porque precisava de novos desafios, porque eu havia mudado e meu foco também.

A Tico Pantufas foi gerada junto com o Lucas. Enquanto escolhia as roupinhas pra ele, já ia buscando possíveis fornecedores e estudando como seria trabalhar no universo de vestuário infantil. Em fevereiro de 2018 coloquei facebook e instagram no ar. Em maio, a loja virtual.

O estoque de 30 peças cabia numa das gavetas do guarda-roupa. Lucas estava com um mês. Que orgulho sentia de mim mesma! Entrei em contato com aquelas marcas de roupas que usei (e ainda uso) nos meus meninos. Acho muito importante valorizar os produtos nacionais. Então, decidi trabalhar com empresas brasileiras e que eu pudesse conhecer a história. Hoje conheço até os donos das fábricas que trabalhamos e tenho muito orgulho disso. Eles perguntam pelos meus meninos e pedem minha opinião sobre os produtos. Tem sintonia, tem confiança, tem carinho no que fazemos. Mais que isso, também sou cliente e conheço a qualidade.

Eu não sei lavar roupa. Coloco tudo na máquina e não quero roupa cheia de bolinhas, esgarçadas, desbotadas… Ah, e tem que ser fácil de vestir também, né? Se a roupa atender a estes critérios de qualidade, ofereço para as clientes. O estoque tá bem maior. Faço questão de escolher pessoalmente cada peça já imaginando o bebê fofo que vai vestir.

Sabendo que mãe compra roupa todo mês porque as crianças crescem (ainda bem, né?), criei o Clubinho do Tico. Eu ia sempre na mesma loja, comprava roupas cinzas e azuis para meus meninos e nunca tinha desconto. Me sentia um pouco injustiçada, sabe? O Clubinho é uma retribuição à confiança que você tem comprando com a gente. É um clube de descontos que acumula pontos de acordo com as compras que faz e os troca por outras roupas. Aposto que você não conhece nenhuma outra loja de roupas para bebês que faz isso porque somos a ÚNICA loja de roupas para bebês que tem um clube de desconto. Muito orgulho disso!

E pensando nas mães que estão de repouso, que não gostam de sair pra fazer compras ou não têm tempo, desenvolvemos a Malinha do Tico. Em São Paulo, a gente manda para a casa da família roupas para a mãe ver, escolher e ficar com as que gostar.

Meu negócio é de mãe para mãe. Sei que o tempo é corrido e quando a gente fica grávida, precisa de alguém de confiança para ajudar. Eu não dou palpite, mas conto como foi para mim, e cada mãe entende o que é melhor pra ela e seu bebê.

Seja bem-vinda e bem-vindo ao meu sonho!